Olá, pequeno amigo da floresta!
Quero contar-te o que me aconteceu no inverno passado. Imagina só: era um daqueles dias em que o frio fazia tremer até as antenas! A floresta estava branquinha, coberta de neve, e eu tremia sob o sol fraquinho.
Enquanto tentava aquecer as minhas asas, não conseguia perceber como é que tanta gente achava a neve e o gelo mágicos. Foi aí que a cientista Cíntia apareceu. Ao ver-me confusa e aborrecida com todo aquele gelo à minha volta, decidiu explicar-me os segredos e a importância da neve e do gelo.
Primeiro, contou que a neve nasce lá em cima, nas nuvens, quando o vapor de água arrefece muito e se transforma em minúsculos cristais de gelo. Esses cristais têm formas perfeitas, quase como pequenas estrelas de vidro. Quando se juntam, tornam-se mais pesados e caem suavemente até ao solo. Cada floco é único, como se a natureza desenhasse uma nova obra de arte a cada segundo!
Depois explicou que, quando a temperatura é ainda mais baixa, a água do solo e dos ramos congela, formando gelo. À primeira vista pode parecer perigoso para as plantas, mas na verdade é uma grande ajuda: a neve age como um cobertor natural, protege o solo, mantém a humidade e impede que o frio penetre demasiado fundo na terra. Quando chega o momento de derreter, transforma-se em água limpa, essencial para alimentar raízes, encher rios e preparar o regresso da vida.
Foi aqui que comecei a ver o inverno de outra forma. Afinal, o frio não é inimigo: é um descanso necessário, um tempo de proteção e preparação. O gelo guarda as sementes, a neve esconde calor no seu interior e toda a floresta dorme apenas para acordar ainda mais forte na primavera.
Afinal, parece que sempre há magia na neve e no gelo, amiguinho. Não porque sejam quentes ou confortáveis, mas porque trabalham em silêncio para que tudo floresça de novo. Mas eu vou continuar a evitar estes dias gelados. Prefiro o quentinho da minha colmeia com as minhas amigas e, sempre que precisar de sair, será com um bom cachecol ao pescoço!
Até à próxima!
